A relação entre uma pessoa e sua casa não depende apenas da aparência dos ambientes. Circulação, iluminação, organização, proporções e usos cotidianos interferem na maneira como o espaço é percebido e utilizado. Para Daugliesi Giacomasi Souza, o design de interiores envolve compreender a essência do cliente e traduzir seus desejos em um projeto que possa ganhar forma.
O que o ambiente muda na rotina?
Um espaço mal distribuído pode tornar atividades simples mais difíceis. Móveis que bloqueiam passagens, áreas de armazenamento insuficientes ou iluminação inadequada podem gerar desconforto no uso diário. Por outro lado, uma organização pensada a partir das necessidades dos moradores pode facilitar tarefas e tornar os ambientes mais coerentes com a rotina.
O design de interiores permite analisar essas situações antes da definição final do ambiente. A partir das necessidades de quem utiliza o espaço, medidas, funções e elementos podem ser organizados de maneira mais adequada. O projeto passa, então, a considerar não somente a aparência, mas também a forma como o ambiente será utilizado.
Daugliesi Giacomasi Souza considera que compreender o cliente faz parte desse processo de criação. Uma casa pode reunir diferentes horários, atividades e necessidades, e cada ambiente precisa responder ao modo como será utilizado. Uma sala, por exemplo, pode servir ao descanso, à convivência e ao trabalho, dependendo da rotina de quem vive ali.
Por que entender o morador é importante?
Projetar um ambiente não significa aplicar uma solução igual para todas as pessoas. Rotinas, hábitos e prioridades variam, mesmo quando dois imóveis possuem dimensões semelhantes. Uma sala pode precisar atender principalmente ao convívio familiar, enquanto outra pode reunir diferentes atividades ao longo do dia.

Na prática, conhecer essas diferenças ajuda a escolher móveis, circulação, armazenamento e iluminação de maneira mais coerente. Daugliesi Giacomasi Souza trabalha com a ideia de traduzir desejos em soluções que possam ser representadas no projeto e posteriormente concretizadas no espaço.
Como a organização interfere no conforto?
A organização espacial está relacionada à facilidade de encontrar objetos, circular e realizar atividades. Armários, nichos e áreas de armazenamento precisam ser pensados conforme o que será guardado e a frequência de uso. Quando esses elementos são definidos de maneira adequada, podem contribuir para que o ambiente seja mais funcional.
Uma solução funcional pode ser mais relevante do que acrescentar elementos decorativos. O equilíbrio entre estética e utilidade permite que o ambiente mantenha identidade sem comprometer suas funções. A decoração passa a complementar uma estrutura que já foi pensada para atender às necessidades de quem ocupa o espaço.
Qual é o papel da iluminação?
A iluminação participa da percepção dos espaços e pode ser planejada de acordo com diferentes necessidades. Áreas de trabalho, descanso, refeições e circulação podem demandar soluções distintas. A posição das luminárias, a entrada de luz natural e a distribuição dos móveis também interferem no resultado percebido.
Em um projeto de interiores, a iluminação pode ser considerada junto à disposição dos móveis, às cores e aos materiais. Para Daugliesi Giacomasi Souza, o ambiente precisa ser pensado como um conjunto, e não como uma coleção de elementos isolados.
Quando estética e função trabalham juntas?
Um ambiente pode ter uma composição visual interessante e, ainda assim, não funcionar bem para quem vive nele. O contrário também pode acontecer: uma solução prática pode não traduzir a identidade desejada pelo morador. Por isso, unir função e estética exige compreender o espaço antes de definir cada elemento.
Daugliesi Giacomasi Souza atua com projetos, gerenciamento de obras, orçamentos e construções. O design de interiores ganha sentido quando a escolha estética acompanha o uso cotidiano e transforma necessidades em soluções espaciais, aproximando aquilo que o cliente deseja daquilo que o ambiente realmente precisa oferecer.