De acordo com Daniel Mors, presidente fundador da Golden Brasil e empresário especialista em negócios com minérios, existe uma diferença central entre possuir diretamente um ativo físico e apenas ter direito a um retorno vinculado a esse ativo. No caso de produtos como o Diamond Prime, oferecido pela Golden Brasil, essa propriedade direta é apresentada como um dos elementos centrais da estrutura do produto, junto com a possibilidade de valorização e certificação internacional da pedra.
Saber o que essa propriedade direta representa, na prática, evita que o investidor confunda produtos que entregam o ativo físico ao comprador com aqueles que apenas prometem participação em resultados vinculados a ele.
O que diferencia propriedade direta de participação indireta?
Segundo Daniel Mors, propriedade direta significa que o investidor passa a ser, de fato, o dono do bem físico adquirido, no caso o diamante, e não apenas titular de um contrato que promete algum retorno associado a esse ativo. Essa diferença muda a natureza jurídica da relação: em vez de depender de terceiros para honrar um compromisso financeiro, o investidor detém, em suas próprias mãos ou sob sua custódia, um bem que existe independentemente da continuidade de qualquer empresa intermediária.
Já em modelos de participação indireta, o investidor depende do desempenho de uma operação ou do cumprimento de obrigações contratuais por parte de quem administra o ativo, sem deter fisicamente o bem em questão.
Como a posse física muda a relação do investidor com o ativo?
Quando o diamante é fisicamente entregue ao comprador, como prevê o modelo do Diamond Prime, o investidor tem a possibilidade de decidir livremente o que fazer com aquele bem: guardá-lo, transformá-lo em joia, revendê-lo quando julgar oportuno, ou mesmo utilizá-lo como garantia em outras negociações. Essa liberdade de decisão é uma característica direta da propriedade plena sobre o ativo.
Para Daniel Mors, essa autonomia contrasta com produtos em que o investidor não tem controle direto sobre o ativo subjacente, dependendo de autorizações ou processos específicos de terceiros para movimentar ou dispor daquele bem conforme sua própria vontade.

Por que a propriedade direta reduz certos riscos de contraparte?
Um dos benefícios centrais da propriedade direta é a redução do chamado risco de contraparte, ou seja, o risco de que a outra parte de uma negociação não cumpra o que foi acordado. Quando o investidor já possui fisicamente o ativo, esse risco específico deixa de existir em relação àquele bem, já que ele não depende mais de nenhuma entrega futura por parte de terceiros.
Isso não elimina outros tipos de risco inerentes ao próprio ativo, como oscilações de mercado ou desafios de liquidez na hora de revender, mas remove especificamente a incerteza associada à entrega física do bem, que já ocorreu no momento da aquisição.
Por que documentar a propriedade é parte essencial desse modelo?
Propriedade direta sobre um ativo físico só cumpre seu papel completo quando acompanhada de documentação adequada, como certificação internacional do diamante e comprovante formal de aquisição. Sem esse tipo de documentação, mesmo a posse física do bem pode gerar dificuldades futuras, seja para comprovar sua origem, seja para negociá-lo com segurança junto a terceiros.
Daniel Mors destaca que é justamente essa combinação entre posse física e documentação técnica que sustenta, na prática, o valor da propriedade direta como modelo de investimento em ativos reais.
O que considerar antes de optar por esse modelo de investimento?
Em suma, propriedade direta sobre um ativo físico como o diamante representa um modelo de investimento com características bem específicas: autonomia sobre o bem adquirido, ausência de risco de contraparte relacionado à entrega do ativo e liberdade para decidir o destino da pedra ao longo do tempo. Antes de optar por esse modelo, no entanto, vale considerar também aspectos práticos, como custo de armazenamento seguro e o tempo necessário para revender o ativo, caso essa necessidade surja no futuro.
No fim, propriedade direta não é superior ou inferior a outros modelos de investimento em ativos reais, mas representa uma escolha com características próprias, que atende melhor a quem valoriza controle direto sobre o bem adquirido e busca reduzir sua dependência de terceiros na gestão desse patrimônio específico.